domingo, 1 de novembro de 2009

Balanço dos últimos meses!


Estive afastado deste blog, não escrevi uma só letra nesses últimos dias... e hoje eis que apareço aqui para me justificar... estivemos atarefados nesse período (falo no plural pois incluo a banda toda), gravamos um single com 6 faixas, sendo duas bônus track. Na verdade este projeto saiu meio que na correria, pois nós tínhamos pela frente o Festival Proclamação, que aconteceu no último dia 18 de outubro, e queríamos levar um material de divulgação novo, por isso nos enfiamos dentro do Estúdio Geléia Musical , junto com o técnico Henrique e parimos esta gravação.... no fim deu tudo certo na gravação. Voltando ao Proclamação, que ocorreu no Teatro Odisséia, na Lapa Rio de Janeiro, também deu tudo certo... evento este organizado pela amiga Jô Rocha (Jornalista e Produtora – Cinnamon Produções), com uma proposta muito sincera de movimentar o cenário da música alternativa no Rio de Janeiro, que anda meio mal das pernas quanto a espaços e oportunidades. A apresentação do evento ficou por conta do Dom Cuervo (Os Imperdoáveis). Para nós do Rota Espiral foi bom encontrar amigos, novos amigos que estão na mesma batalha. Eu fui apresentado ao Jonny (antigo Ostheobaldo e hoje no Toa a Toa) e isso é legal, porque trocar uma idéia com um cara que eu já ouvia o som pela extinta Rádio Cidade, que nos deixou saudades. Fomos apresentados também ao Tchello, (baixo do Detonautas) e todas essas conversas sobre produção, sobre a grande ânsia do que é necessário fazer para poder botar o povão para ouvir músicas como Limpeza, Operário, Trampo, que são crônicas de nosso cotidiano... Bem estivemos lá e éramos a única banda da Baixada Fluminense e acho que fizemos bonito...Ainda tivemos o prazer de na descontração, sermos fotografados por Michael Menezes (Selo Paraíba Records e fotógrafo da Rock Press) e tantas outras coisas legais que aconteceram... com certeza esse foi o primeiro Proclamação de tantos outros que revolucionará a cena do Rio... são bandas muito competentes.
Agora estamos nos preparando para o próximo dia 21 de novembro, em que tocaremos no centro cultural da Praça da Prefeitura de São João de Meriti ,às 19 horas com abertura da banda Skip. Estaremos lá no dia 21 comercializando nosso cd single, quem comprar ainda levará o Show do teatro Odisséia em DVD... com certeza será uma grande festa tocarmos em casa. É legal saber que hoje ao tocarmos conseguimos perceber que algumas pessoas já conhecem as letras e cantam juntas conosco na mesma empolgação.... essas pessoas que se deslocam de seus lares e aparecem para nos prestigiar, devemos o nosso total agradecimento e homenagem... vocês fazem toda a diferença e vocês são também espirais desta famíla.
E aguardem ... pois vem muito mais por aí... estamos compondo e é possível que no próximo show já tenhamos música nova na parada.
Um abraço.

Obrigado.

“É a Ordem no Caos...”

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Geração da Luz é você.


Em agosto de 1989, perdíamos o artista inseparável da pessoa, Raul Seixas. Em 1989, eu estava na 8ª série do ensino fundamental e nada sabia das doidices dele, e nada sabia também de matemática, pois fazia naquele ano a mesma série pela segunda vez por causa desta ciência importante e indecifrável que sei pouco até hoje. Sabia pouco da obra do Raul, e confesso aqui, que na época, o rock nacional apresentava o seu modelo de rebeldia: Lobão. E era o que eu ouvia. Mesmo assim lembro-me de fragmentos do telejornalismo anunciando a morte do Maluco Beleza, lembro-me de sua participação no Especial do Balão Mágico para Rede Globo.
Mais tarde, um amigo comenta sobre sua letra e sua música e por simples curiosidade de descobrir por que tanta polêmica em torno de um baiano, rendo-me a sua obra. Leio sobre ele, leio sobre Crowley, leio sobre suas desavenças com os Bossa Novistas. Leio, ouço e vejo o quanto tinha de vanguarda aquele roqueiro franzino de físico e robusto de idéias. RaulSeixono-me daí por diante, mesmo tendo outros ritmos e ídolos admiráveis na música, não consigo me desvencilhar de tal postura artístico-musical. A rebeldia, o desafino e até certa inocência em algumas de suas composições fazem de Raul Seixas aquele artista que fica em um cantinho de nossa memória sendo sempre redescoberto, de tempo em tempo, de acordo com a situação. Desta forma, temos o Raul sempre vivo, sempre presente no cotidiano que, infelizmente, nada ou pouco muda. E de certo é que seria muito pior se este semeador não tivesse nos visitado e cultivado em nós sonhos e utopias antes de partir em seu disco voador.


Eu já ultrapassei a barreira do som
Fiz o que pude às vezes fora do tom
Mas a semente que eu ajudei a plantar já nasceu
Eu vou
Eu vou m'embora apostando em vocês
Meu testamento deixou minha lucidez
Vocês vão ver um mundo bem melhor que o meu
Quando algum profeta vier lhe contar
Que o nosso sol tá prestes a se apagar
Mesmo que pareça que não há mais lugar
Vocês ainda têm
Vocês ainda têm
A velocidade da luz pra alcançar
Vocês ainda têm
Vocês ainda têm
A velocidade da luz pra alcançar
Então vai lá!
Além, depois dos velhos preconceitos morais
Dos calabouços, bruxas e temporais
Onde o passado transcendeu a um reinado de paz
Vocês serão o oposto dessa estupidez
Aventurando tentar outra vez
A geração da luz é a esperança no ar
Quando algum profeta vier lhe contar
Que o nosso sol tá prestes a se apagar
Mesmo que pareça que não há mais lugar
Vocês ainda têm
Vocês ainda têm
A velocidade da luz pra alcançar
Vocês ainda têm
Vocês ainda têm
A velocidade da luz pra alcançar

(Música: Geração da Luz, álbum: Metro linha 743).

terça-feira, 28 de julho de 2009


Rota Espiral em Julho de 2009

A espiral gira!!!!

Julho de 2009 e a banda Rota Espiral comemora seu primeiro aniversário. Pois é, esta banda oriunda da Baixada Fluminense, completou o seu primeiro ano de existência, ano este de trabalho, dificuldades, não foram poucas, mas também de muito prazer. Prazer de fazer o que gosta, prazer em poder dizer o que pensa, falar sobre o que gosta. Hoje, quem se propõe a criar algum trabalho artístico, seja ele qual for, de caráter alternativo, deve estar ciente de que enfrentará gigantes dificuldades. É importante salientar também que, mesmo diante destes problemas: dificuldades financeiras, falta de democratização dos meios de comunicação em massa que só transmitem as mesmices que alienam o nosso povo. Ainda sim, fico feliz quando vejo que existem loucos que ainda tentam transformar, que ainda acreditam na revolução, ainda que seja pessoal em primeiro plano. Vislumbro esses loucos e fico maravilhado com a infinitude de loucuras de que somos capazes. Só a mim, acompanham-me mais três: Daniel Gazolla, Eliseu Alves e Celso Lacossta, formando desta forma a Banda Rota Espiral, que saiu e não tem hora para chegar e na verdade não se importa em saber o que quer, mas tem muita certeza do que não quer. Vejo o Sylvio Neto (Poeta em Belford Roxo), sua luta pela poesia, sua luta por patrocínio, sua luta pela publicação, sua luta por transformar sua arte em pão, ou em pelo menos que ela valha como ferramenta de pensar, ferramenta de transformação. Eu o conheço e sei quantas vezes ele pensa em desistir, porque eu também penso no mesmo..., mas em nossa alma há o que não se quer calar, há o não deixar para depois... há até um enfraquecimento, posto que humanos e frágeis somos, mas não há o cessar, nunca. Vejo Márcio Graffiti e Slow da BF, acreditando na palavra e nas imagens que podem revelar um Brasil que está diante de nossos narizes, mas que por muitas vezes não queremos vê-lo. Encontro, ainda no aniversário de um amigo (Bruce), uma meninada com sede de fazer música, com guitarra dissonante, bateria, percussão de maracatu em pleno Rio de Janeiro,(MOVIMENTO S.AMB.A GROOVE/ SERVIÇO AMBULANTE ALTERNATIVO) rapaziada com vontade de fundir-se, fundir-nos num Brasil que por natureza já vem de mistura. Mas que, ao contrário do que pensam, essa mistura é o que nos imprime um caráter particular de Sul Americanos, de povo de caráter, que por hora em sua ingenuidade vai se deixando levar por manipuladores, que sabemos muito bem, existem em todo canto. Fico pensando às vezes, se os ventos mudarem de direção ( que mudem!!!), e estes loucos tiverem a sua hora e sua vez, imaginem o quanto poderíamos fazer, o quanto poderíamos mudar. Não somos heróis de nada, muito pelo contrário, nem sabemos se daria certo o que pensamos, mas já sabemos que o que vivemos já não vem dando certo a muito tempo. Queremos poder dizer: é.... não deu certo! Mas com a certeza de que tivemos oportunidade. E não ter de ver sempre o que já está pronto, produzindo mais seres em série programados para ser o mesmo dos que vieram antes. Um ano de Rota Espiral, bem longe passa a ordem do caos... mas assim como tantos outros loucos, acreditando, apoiando e sendo apoiado por eles é que chegamos até aqui. A revolução é agora. Pacifismo sem passividade! Forte abraço.


Renato Aranha.

terça-feira, 7 de julho de 2009

Show da Banda Rota Espiral


A banda Rota Espiral se apresentará no Projeto Rock e Diversão no Próximo dia 11 de Julho, às 23 horas. Av. Ernani Cardoso 66, Cascadura.
Antecipados 10 reais
Na hora 15 reais.

Já no Dia 18\07 é a vez da Baixada!!!!
Segunda etapa do CineRock no Centro Cultural Donana, na Piam em Belford Roxo.
Centro Cultural Donana que foi cenário da cultura nos anos oitenta e noventa está retomando suas atividades e a Banda Rota Espiral estará lá com muito rock junto a muitas outras atividades.(Exibição de filmes,exposição, debate e muita música.
O Centro Cultural Donana fica na RUA AGUAPEI Nº 197, PIAM
BELFORD ROXO RJ. O Evento começará às 18 horas.

sexta-feira, 1 de maio de 2009

Cadê o som!?


A lei do silêncio predominou na cidade de São João de Mentirinha no dia do da Baixada na apresentação das bandas musicais em comemoração desta data. Fiquei abismado com o acontecimento chato e constragendor tanto para o público quanto para os componentes da banda Rota Espiral que só teve a oportunidade de tocar três músicas no "trio elétrico" que estava posicionado na Praça da Matriz de São João de Mentirinha. Assim como o Mc Slow se sentiu humilhado devido a uma série de acontecimentos ocorridos com o próprio. Somos artistas, estamos ligados diretamente ao público, merecemos respeito, assim como o público também merece respeito. E quais são as justificativas com o público já que o som foi desligado às onze horas, sem aviso ao público e aos artistas que estavam lá para apresentar suas manifestações artísticas nesta cidade. Que tipo de credibilidade será criada com a Secretaria de cultura e conselho artístico desta localidade depois de um acontecimento constrangedor como esse. A minha pergunta é: Quando isso irá mudar? Os coronéis culturais ainda estão no poder? O voto de cabresto ainda predomina? E por que houve dois palcos no Dia da Baixada? O que nos diferencia dos demais artistas? Escrevo isso para uma resposta às pessoas que estiveram lá para assistir as banda e se apresentar. É lamentável que isto ocorra nesta cidade. Mas em São João de Mentirinha tudo é possível. O som na praça da Matriz só é permitido até as onze horas(Em data comemorativa na véspera de feriado***) . Marcio Graffiti, Coletivo Anti Cinema.

***Acrescido por Renato Aranha.

terça-feira, 21 de abril de 2009

Paz... Descanse em Paz...




Hoje faz um ano que meu amigo Everton, professor de Língua Portuguesa, amigo meu desde a época de Ensino Médio (antigo Segundo Grau), faleceu violentamente, quando traficantes em retaliação ao não pagamento de “pedágio” incendiaram uma Kombi que fazia lotação e ele por infelicidade não conseguiu sair e teve 90% de seu corpo queimado. Resistindo por alguns dias, veio a falecer em 21 de abril de 2008, por não resistir aos ferimentos, faleceu no momento em que se fazia curativos, por volta de 11 da manhã. E eu estava à espera do horário de visita junto às suas irmãs. Não houve tempo para visitá-lo.
Quantas coisas meu amigo terá deixado por fazer, sua casa em construção, sua filha por criar... Quantos aniversários por comemorar... quantas cervejas com os amigos (inclusive eu). Foi forçado a uma elipse de nossa presença.
Por conta de algumas perdas, carrego em mim, alguma mágoa, algum rancor, ou melhor, muita mágoa, muito rancor de ver algumas pessoas boas morrendo do nada e por nada. Paro e penso... em que esquina ela me acertará... já que boas pessoas se foram... e não quero crer que “porque Deus assim quis”, mas porque nos falta o sentido de humanidade. Imagino quantas pessoas agora estão sofrendo a perda de alguém, não porque se encontra enfermo, mas de forma brutal. Quantos monstros o desamor, a falta de oportunidade, o vício, o sistema carcerário que não reabilita, estão criando agora. Quantos monstros estamos criando em nós, com nossa frieza diante de cenas tão degradantes tão próximas de nós. Há dias que me sinto menos gente... e dias como este de hoje em que lamento a merda em que vivemos, não me sinto, e creio que seja muito melhor estar dormente e não sentir nada. Perdoem-me, mas, por hoje, falta-me muito para acreditar em nossas lideranças e em nós, seres humanos.

domingo, 19 de abril de 2009


“quando tudo está perdido sempre existe uma luz, mas não me diga isso...”
(Renato Russo)


Pois é pessoal... na próxima terça-feira é feriado da Inconfidência Mineira, fato histórico que pude perceber que é desconhecido por muitos, digo isto porque na semana passada perguntei a uma turma de primeiro ano do ensino médio, se eles sabiam por que dia 21 de abril era feriado... prevaleceu um silêncio que dava para ouvir o bater do coração, até que este silêncio triste foi rompido por uma voz semi-infantil: “é feriado de Tiradentes”. Pensei: uma alma salva do purgatório da ignorância, então prossegui: “e quem foi Tiradentes?” Bastou-me tal pergunta para que ouvisse as maiores atrocidades históricas que meus tímpanos já captaram: “foi presidente da república”, “foi um dentista importante” e por aí prosseguiram sem saberem quem era, por que morreu e tantas outras coisas. Resultado: desânimo de lutar contra uma máquina que só pasteuriza nossos jovens. Cadê a porra da luz no fim do túnel? A educação no Brasil é um lixo, eu sou um lixo e pensando desta forma a vida de muitos educadores se esvai, se perde em meio a um turbilhão de manipulações políticas e ações nada comprometidas em educar nossa população. Antigamente... e esse advérbio que uso aqui não é para um passado distante, falávamos: “ Se não cuidarmos da educação de nossos jovens, estaremos perdidos”. Pois é, já estamos perdidos, coloquem aí décadas de uma educação séria, verdadeira para desimbecilizarmos a massa. De fato... “hoje a tristeza não é passageira”.

19/04/2009

quinta-feira, 2 de abril de 2009

"A caravana não pára quando os cachorros latem"




A saga continua. Ainda soa estranho aos ouvidos de alguns o novo. Falo isto em relação a se fazer música autoral em uma realidade que a princípio parece ser de público que quer mais do mesmo. Hoje, ainda é difícil definir o binômio: música autoral X cover.
Parece-me que esta indefinição está longe de ser resolvida: as pessoas querem mais do mesmo porque a mídia de massa não toca novidade, ou não toca novidade porque o público quer mais do mesmo. De qualquer forma, acredito que a revolução tecnológica, falo mais precisamente da Internet, veio para facilitar a vida daqueles que não querem engolir obrigatoriamente o que um segmento da mídia nos impõe todos os dias. É um comer sem vontade, que acaba condicionando ao ato. Digo ainda tudo isto, por parecer que alguns representantes do meio artístico musical, mesmo aqueles que ainda não ganham dinheiro com isso, parecerem rejeitar o novo. “A mente apavora o que ainda não é mesmo velho.”
O importante é não deixar a caravana parar e saber que muita gente que já vaiou este ou aquele segmento, hoje aplaude. “Sigo em frente, faço meu caminho, preparo a minha mente, mas nunca estou sozinho” Renato Aranha (Vocalista da Banda Rota Espiral)

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Frase:


Quão bom seria se os líderes no Oriente (Israel X Palestina) quisessem fazer valer a seguinte frase do Mestre Poeta Ferreira Gullar:
"Não quero ter razão, quero ser feliz."

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Choque de Ordem


Eu quero é paz
Que na ordem reina a paz.
Eu sou da paz,
Que na ordem impera a paz
Que a vida é um choque pra trabalhar,
Que enxadas e pás, eu tenho pra trabalhar?
Quem me trouxe a ordem?
Quem me ensinou a ordem antes do choque?
Quem me garante paz quando não há pão?
Quem me garante paz quando não há teto nem chão?
Eu quero paz “de criança dormindo”.
Eu quero paz de cidadão!!
Quem me trouxe a ordem?
Quem me trouxe o choque?
Ninguém nunca me trouxe pães!
Que dirá paz.
Eu quero paz!
Mas a que veio, Paes?

(Escrito por mim,instigado por Sylvio Neto)

domingo, 4 de janeiro de 2009

Manifesto Rota Espiral


Unindo o útil ao necessário, segue abaixo o Release/Manifesto de minha nova banda: Rota Espiral.

Rota Espiral, desenho geométrico que aparece na imagem do DNA (presente em qualquer célula viva) e também em imagens espaciais de Galáxias formadas em espiral. A banda surge em 2008 como um disparo. Nascida na Baixada Fluminense, grande caldeirão de fomentadores culturais, famintos de música, cinema, poesia e arte de maneira em geral, busca de forma simples resgatar os acordes agressivos do rock e a acidez do rap, além é claro, de pelo fato de ter nascido num berço de várias influências musicais (samba, funk, reggae) é notório que se observe outras influências. A Baixada é um grande cenário, por muitas vezes do abandono do Poder Público, e outras vezes símbolo de resistência cultural, enfim: Estamos aqui em meio a tudo isso!!! Mas sem esquecer que a Espiral é abrangente, é natural, e portanto, do Macro ao Micro estamos ligados, plugados, antenados, captando e digerindo, e transformando tudo em versos e acordes. Isso é só o começo de nossa contribuição. "A revolução é agora!" e eis que urge o tempo de gritarmos, cantarmos, desenharmos, esculpirmos! A inteligência é a nova força de trabalho e só a cultura impedirá que nossas crianças se entreguem ao grande monstro!!! Estou vivo! e este é o motivo de se continuar acreditando na transformação! Sei que você e muitos brothers compartilham das mesmas idéias.

"Se nós, artistas, pensadores,formadores de opinião, não ardermos, quem combaterá as trevas??!" É a ordem no caos, é a RoTa Espiral!!!!


quarta-feira, 10 de setembro de 2008


Só. Só um sopro só

já me basta tua ventania.

Manifesto Ramo da Acácia.

É repugnante a atitude ( ou melhor, a existência) de certos seres que vagam por sobre o planeta, seres que representam a própria encarnação do mal. Que manifestam sua simples e pura vontade de destruição, que fazem que quase desistamos de nossa jornada. São seres de maldade tão fluente que nos coloca em terrível questionamento da providência divina. Estes seres inomináveis, pois não se deve dignificar os dando nome, aniquilam nossa fé e nossa boa vontade. Fazem com que não acreditemos mais em nossas próprias forças. E eis que o mal se regozija. Assim como os traidores de Hiram, esse mal vem revestido de várias formas. Desde o início dos tempos até os dias atuais, o mal usa de metamorfoses para esconder sua verdadeira identidade. A Acácia, árvore simples, serviu de referência para que os Mestres encontrassem o sepulcro de Hiram, tornando-se, desta forma,Símbolo da Imortalidade. Dize-me agora, Filho da Luz, o que farás com tanto conhecimento adquirido. Servirá ele para atenuar a sua dor e entender que a vida é cíclica? E por isso, somente por isso, deixarás que o mal se aproprie de suas tendas, de sua família? Permitirás que o ímpio massacre o justo? Sede humilde, mas não covarde. Sede complacente com os humildes e justos de coração. Mas também, sede o Algoz dos que praticam o mal. A espada que fere o Justo é a mesma que deverá sangrar o ímpio.Basta de comodismo sob o pretexto de “pacifismo”. Basta!!Governe-se as ovelhas, o Bom Pastor e o cajado. Governe-se à lâmina da espada o que propaga o mal.Onde estão, Os Filhos da Luz? É chegada a hora desembainharmos as espadas, formarmos o Grande Pálio. Com a severidade da justiça. Que harmonia haverá enquanto o maligno desenvolver-se livremente entre nós? Saiam amanhã de suas casas com uma certeza em vossos corações: estamos em guerra. Eu vos conjuro, Filhos da Viúva, a esta revolução, silenciosa e violenta. Erga-se e lute ou pereça no abismo.Lute, mas faça-o com a certeza de vossos juramentos, pois se não, estarás fortalecendo o opositor e serás vítima de suas próprias palavras proferidas ao Universo em ocasião especial.Oh Governo Oculto erga-se e governe.Oh Grande Arquiteto proteja nossas famílias e fortaleça nossa espada!Oh Filhos da luz não temam, pois a Acácia já nos é conhecida.14/04/2008

segunda-feira, 28 de julho de 2008

Urbanitário

Urbanitário

Sou escravo quando vejo que não há retorno justo no trabalho,
Que falta salário,
Quando não há justiça
perco meu itinerário
para disfarçar minhas tristezas
No amor de terezas
No credo das rezas
Na cerveja das sextas
No som das serestas.

Sou de tribo
De gueto
Tenho febre da noite
O dia vem, e com ele o açoite

Mas estou em qualquer lugar
Em que haja um suspiro de dor
Um perfume vulgar
Um lamento de amor
Um batuque, um aroma de flor
No balde vendidas
De mesa em mesa
Para as marias acompanhadas
E as solteiras terezas . 28/07/2008

segunda-feira, 14 de julho de 2008

REVOLUCIORAÇÃO

Minhas palavras valem uma canção
Para chegar a Deus
E mover
E desbastar
Todas as pedras do caminho
Todo rumo sem direção
Toda vida vazia
Toda estagnação
Toda misericórdia não vale
Se não tiver um pão
Toda minha ação não vale
Se me sinto parado
Então não me basta
Qualquer atitude
Se não presta
A toda revolução
Se me sinto sozinho
Se me vejo vazio
Se me sinto parado
Vendo a verdade dissipada
E a lentidão preparada
Para dissimular
Toda explosão
Toda fúria bandida
Que não se manifesta
Se não num silêncio covarde
De omissão
Desinteresse E a merda da desunião.

segunda-feira, 30 de junho de 2008

Produtos em promoção.

Minha formação acadêmica não é em psicologia, muito menos psicologia de comércio ou de mercado, mas, às vezes, os anos de experiência como consumidor ( ou a ranzinzice que nos toma com a idade) nos permitem certas observações e comentários: Entrei em uma loja, daquelas de Shopping, super bonita e organizada – loja que eu não gosto de entrar aos domingos, pois me deprime saber que o esforço que faço, numa segunda-feira de trabalho, não cobre sequer o sorriso plástico do funcionário que se dirige a mim: “pois não, posso ajudar, qualquer coisa meu nome é fulano.” Se bem que essa que entrei ninguém me perguntou nada. Passeio pela loja e vejo vários produtos, calçados que custam mais ou menos meu salário, camisas que custam mais ou menos um terço , um gorro ou toca que custa uns dez por cento do já referido. “Se eu estivesse nu, no dia do meu pagamento e tivesse de me vestir, com certeza ali eu teria de escolher entre usar calça e sair descalço, ou quem sabe, calçar-me e sair sem calça.
Bem, observo que no meio da loja encontra-se uma banca com uma pequena tabuleta escrita PROMOÇÃO, aproximo-me e observo que se trata de uma banca de tênis, “que bom” pensei, comecei a revirar em busca de algo que fosse de meu interesse, “nossa que trabalheira, eu ali curvado como um garimpeiro de Serra Pelada”. Parei, olhei ao meu redor e o que pude observar foi uma loja com extrema organização: calçados nas prateleiras, calças em outras, camisas em cabideiros, por que então somente eu, com um tênis na mão, trabalhava em encontrar o outro pé que completasse o par? Produtos em promoção não devem estar organizados? Quem os compra merece trabalhar para compensar a redução do preço? Se é que há alguma redução. Ergui-me como um monstro do pântano, alinhei minha postura e saí como quem pretende dar o troco da ofensa, do desrespeito, ou simplesmente um álibi de quem está aquém de tal consumo: “Aqui não compro!”.

terça-feira, 24 de junho de 2008

Operário

A vida se esvai no suor do operário
mais um dia que sai sem itinerário
sem pressa para voltar ao ponto de partida
trabalhando em busca de uma saída.

O trem que me trouxe até aqui
nunca se sabe a hora que ele vai partir
minha vida vai de estação a estação
esta sempre foi a minha condução

Eu quebro a corrente para me libertar
Eu quero uma passagem para viajar
Eu quero o direito de me defender
Eu quero o melhor para mim e para você.

A vidraça quebrada em revolta
O tempo que passa nunca mais volta
O sol se põe como o esperado
Estou mais do que acostumado
Eu vejo tudo ao entardecer
Assisto a tudo pela tv.

Eu quebro a corrente para me libertar
Eu quero uma passagem para viajar
Eu quero o direito de me defender
Eu quero o melhor para mim e para você.

Renato Aranha (Música Baixada Super-8)

segunda-feira, 23 de junho de 2008

Sem engano.

A quanto tempo que te amo
Sem engano,
Sem reservas
E deveras.

A quanto tempo
Que és meu sonho
que lindo sonho
que me devoras.

A quanto tempo
Que o tempo me consome
Quando não estás presente.


23/06/08
Renato Aranha

segunda-feira, 16 de junho de 2008

O Espetáculo da Morte.



Quem pertence a minha geração ( tenho 34), deve-se lembrar que ao morrer um vizinho, um amigo ou até mesmo um desconhecido, ocorria um imenso alvoroço. A morte era espetacularizada. Um pouco mais tarde, aprendemos a semântica da palavra CHACINA, infelizmente na prática, e a partir daí tivemos o pior: Se nos anos 80 a morte ainda era um grande circo e achávamos isso pavoroso,hoje ela não instiga nenhuma estranheza. Contudo, este mesmo “ibope” dos anos 80, ainda representava algum resquício de indignação, e isto não precisava ser sensacionalizado pelos veículos de comunicação, que hoje nos massacra todos os dias com notícias vis, a fim de tornar um enredo trágico da vida em algo que possa render capítulos e com isso alcançar suas metas, com informações fragmentadas a 50 centavos ao dia.
Não quero aqui discutir a imprensa marrom, verde e/ou amarela, quero abordar um fato: a banalização da morte. Os noticiários se tornaram tão sangrentos, que parecem roteiros de cinema trash. Infelizmente o que posso observar é que longe das lentes de um cinegrafista, muitas e muitas pessoas são vítimas de atos brutais e sequer as autoridades competentes tomam conhecimento ou têm condições de resolver.
Bem, estamos diante de um grande problema, pois se por um lado a imprensa cumpre o papel (hoje, demasiadamente na minha opinião) de denunciar, por outro a mídia,na história da vida real, nos cria capítulos,“personagens” e na maioria das vezes anti-heróis, fazendo com que matar ou ser assassinado sejam partes natural de nosso cotidiano.
Recentemente, fui apresentado a um vídeo de uma autópsia, naturalmente uma ciência necessária para identificar as causas de um falecimento, ou assassinato. Natural, se não me fosse apresentado num celular de um aluno do primeiro ano do Ensino Médio, e não era nem de enfermagem, o que até poderia servir de justificativa pelo interesse sangrento. Uns dez minutos, uns quatros corpos abertos sobre as mesas, extração de órgãos, muita carne humana e sangue. O final do vídeo? Não consegui assistir nem a metade. Mas o aluno ria e dizia “o cara é bom na faca”.