domingo, 9 de dezembro de 2012

GALEGA



NÃO ME TRATE MAL,
SÓ ME FAÇA BEM,
TENHA-ME BEM ASSIM
DO LADO SEU,
PRA EU ESTAR PERTO DO CÉU
PRA VIAJAR PELO TEU VÉU...
PELO TEU VÉU... DE SEDUÇÃO...
PRA VIAJAR PELA PELE...
PELE A PELE.

NAS TUAS MÃOS,
MEU CORAÇÃO,
COM TEU OLHAR,
COM TEU RUBOR,
COM TEU ZANGAR DE AMOR.

MEU PAR
MEU ÍMPAR
MEU ÍMÃ
PELA MANHÃ
COMO SOL, TE VER BRILHAR
COMO SOUL, TE OUVIR SOAR...
E COMO SER...
E ASSIM SER,
SEM TEMPO E MODO...
O INFINITIVO...
SER TEU.

RENATO ARANHA (10/12/2012)

sábado, 8 de dezembro de 2012

AOS POETAS NOVOS.


Aos poetas novos.
Meninos formados  e tão preocupados
Com o formato de sua poesia,
Com a estrutura de sua poesia
Vazia de vida,
Vazia de expressão,
Tão rica em retórica,
Tão rica em filosofia,
Completa em sua bibliografia.
Expõem toda  poesia que o livro deu
 farta  de teoria  literária...
Mas que “farta” teoria vivenciada.

Só acredito na poesia do doutor
que sabe o sabor da melancia ,
porque comeu e se lambuzou,
Porque comeu palavra com a mão,
Porque  viu na palavra sua redenção,
Porque vive a palavra como seu  sangue.
Seja do verso que vem da feira,
Seja do verso que vem do mangue,
Seja do verso que vem do bar da esquina.

Acredito na poesia de carne e osso,
Vida osso de se levar,
Mas que reflete a alma que se liberta do corpo
E quer  cantar... sem limites, sem limites...
Dando incomensuráveis  possibilidades ao verso,
Seja ou não na rima, seja ou não...real,
Mas que seja de verdade,
Sem mérito a vã intelectualidade,
Mas que seja de verdade,
Que seja do  alto de seu terraço,
Em nossa rica zona sul,
Ou no bairro sem coleta de lixo
Na linda e rica em poesia, Baixada Fluminense:
Por  favor, novos Mestres-poetas
Doutores-poetas, que criaram e defenderam suas teses,
Que seja , indiscutivelmente de verdade,
Num verso de Patativa, ou do Emicida,
De Caju e Castanha, ou de Slow da BF,
Mas que seja de verdade.
Cuidado com “o mundo caduco”,
Tanto esforço para por palavras para dentro dos livros
Enquanto nossos rimadores põem um mundo para fora  de suas cabeças.

(Renato Aranha  - 09-12-2012)

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

O BRUXO DO COSME VELHO.


       NO SÉCULO XIX (19), MACHADO DE ASSIS, EM ALGUMAS DE SUAS CRÔNICAS E ATÉ MESMO NO ROMANCE MEMORIAL DE AIRES (UM ROMANCE EM FORMA DE DIÁRIO), DENUNCIA A ALIENAÇÃO POLÍTICA DO POVO E CRITICA A ABOLIÇÃO DA ESCRAVATURA,O QUE LHE RENDEU CRÍTICAS. "COMO?" "MACHADO É CONTRA ABOLIÇÃO?" CLARO QUE NÃO. MACHADO SEMPRE FOI UM GRANDE DEFENSOR DA LIBERDADE, PORÉM ERA CRÍTICO EM RELAÇÃO A COMO ISSO ESTAVA ACONTECENDO: SABIA QUE MUITOS ALFORRIAVAM POR SIMPLES PRESSÃO POLÍTICA, SABIA QUE ALFORRIAVAM POR SIMPLES "STATUS" DO MOMENTO (VIDE: CRÔNICA DA ABOLIÇÃO), SABIA QUE ALFORRIARIAM E NÃO DARIAM SUPORTE PARA QUE OS NEGROS TIVESSEM DIREITOS IGUAIS À EDUCAÇÃO, À SAÚDE E À MORADIA. POR ISSO, MACHADO DE ASSIS "O BRUXO" JÁ SABIA QUE AQUILO ERA SÓ O COMEÇO DA "BOLA DE NEVE" PARA OS IRMÃOS DE COR. NÓS TEMOS O RESULTADO DESSA PÁGINA DA HISTÓRIA HOJE. TAPUMES ESCONDEM AS COMUNIDADES NAS BEIRAS DAS RODOVIAS, A EDUCAÇÃO É TRATADA COMO UMA FORMA MASSIFICADORA PARA QUE SE ALCANCE OS NÚMEROS VIÁVEIS PARA AS ESTATÍSTICAS INTERNACIONAIS. AS TÃO POLEMIZADAS COTAS, QUE SÃO PALIATIVOS NUMA TENTATIVA DE EQUIPARAÇÃO, ENQUANTO O ENSINO PÚBLICO CONTINUA A PRODUZIR POUCOS, MUITO POUCOS PENSADORES... CLARO, POIS NÃO HÁ VONTADE POLÍTICA QUANDO SE FALA EM EDUCAÇÃO DE VERDADE. SEM QUERER CRIAR TEMOR E NEM SER NEGATIVISTA, MAS VEM COISA PIOR POR AÍ E SE NÃO LEVENTARMOS PARA FALAR, DISCUTIR, DEBATER, COMBATER, SEREMOS CONTINUADORES DE UMA HISTÓRIA QUE SE REPETE:MUDAM-SE OS PERSONAGENS, MAS MANTÉM-SE O MESMO ENREDO.
*** SEI QUE POUCOS LERÃO ATÉ O FIM, POIS MUITOS DE NÓS NÃO SOMOS DADOS A TEXTOS LONGOS, MAS SE VOCÊ CHEGOU ATÉ AQUI: COMENTE, COMPARTILHE, SÓ NÃO FIQUE AÍ PARADO.
RENATO ARANHA (ROTA ESPIRAL)
"CRIAR UM MEIO DE VENCER PROBLEMAS, CRIAR PROBLEMAS PRA VENCER SISTEMAS..." (TRAMPO - ROTA ESPIRAL)

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

CAFÉ

-- Café?
-- Generosidade... por favor, no açúcar.
A vida já nos amarga pela manhã.

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

HUMANO

Quem sois?
Que fazes?
--Sou o tempo que urge.
--Sou o alento que te ampara.
--Sou Sacro e Profano.
--Humano quiçá desumano.
               Uma linha tênue entre o bem e o mal:
--Sou o homem.




FASCINA-ME

Fascina-me
                tudo que minha mente não mensura:
                                                                     O Céu
                                                                       O Mar
                                                                         A Morte.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Luto - 7 de Abril

“Nenhum homem é uma ilha isolada; cada homem é uma partícula do continente, uma parte de terra; se torrão é arrastado para o mar , a Europa fica diminuída, como se fosse um promontório, como se fosse o solar de teus amigos ou o teu próprio; a morte de qualquer homem me diminue, porque sou parte do gênero humano. E por isso não perguntes por quem os sinos dobram; eles dobram por ti”. ( JOHN DONNE).

A morte do homem me diminui porque sou parte do gênero humano, a morte de crianças me torna pó, porque são delas a busca do amanhã, a elaboração dos sonhos, o sorriso do despertar, mas o homem foi criança, e todo humano foi criança, o que cura e o que mata. A criança invisível torna-se, muitas das vezes, um adulto hostil, que estampa as páginas dos jornais. Crianças são vítimas, sempre vítimas, mesmo quando fazem, e se o fazem é porque alguém as ensinou fazer.
Hoje estou triste...
Prestemos mais atenção em nossos pequeninos para que quando adultos não se revelem algozes.     (RENATO ARANHA)

sábado, 19 de março de 2011

Nosso vídeo na internet.(Rota Espiral)

Fala pessoal. Está no ar nosso clip oficial da Música Operário. A banda Rota Espiral não tem gravadora, não tem um empresário bancando, mas tem muitos amigos e na verdade toda uma família que nos apoia. E este apoio vai desde os amigos que nos ajudaram no dia da gravação, até todos aqueles que repassam nossas divulgações. E é isso que peço aqui para vocês. Ainda não temos a estrutura que queremos ter ou que precisamos ter, mas mesmo assim, buscamos fazer tudo com o máximo de qualidade , mostrando que, apesar das dificuldades, podemos fazer muito juntos.Mostrando também que, aqui na Baixada Fluminense, lugar muitas das vezes esquecido pelo poder público, é um lugar de efervescência cultural e de grandes talentos nas artes em geral.. 
Um abraço a todos. Assistam, discutam, divulguem.
Bom fim de semana.

ROTA ESPIRAL - OPERÁRIO CLIPE OFICIAL

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Invasão por Renato Aranha. (Crônica da Abolição de Machado de Assis)




Olá pessoal,
Confesso que levo muito tempo para escrever algumas linhas aqui neste espaço que graças ao avanço tecnológico e de mídias é democrático por demais.
 Sempre fui avesso às fardas, embora admirasse a robustez e a rigidez de todo treinamento e toda aquela imagem do destemido, do herói. Confesso que nos últimos dias com toda essa movimentação bélica no Rio de Janeiro com a cobertura em tempo real dos canais de televisão, fico a vibrar, tomado talvez por um impulso cinematográfico, com a invasão da tomada de “nosso Monte Castelo”.  Sabemos que se faz necessário, em algum momento, se ter o domínio de toda esta situação de criminalidade e abuso por parte daqueles que se delegam donos de um território, instituindo desta forma poderes paralelos, literalmente falando.  Mas é importante também que saibamos que nada simplesmente “brotou” nas comunidades, ou mesmo elas, “brotaram” do nada. É importante estarmos atentos de que o poder público, há muito tempo, ausentou-se destes espaços com os serviços sociais básicos e que pouco se fez no que se refere à educação de nossa população carente.  Hoje parece repetição e pieguismo tratarmos deste assunto, mas temos que salientar que não se combate o mal  começando pela consequência (aqui já sem o trema) , “a escada deve ser varrida de cima” mas em todos os níveis, não só do “Inferno Verde” para o Complexo do Alemão, mas da cadeira presidencial até os chefes de seções públicas. Tomamos o Complexo real, físico, geográfico, falta-nos agora tomar o “Complexo”, este mesmo, que está  munido de caneta e que veste terno Armany. Utopia? Pode até ser. Mas toda caminhada começa por um primeiro passo.
Precisamos que o poder público “tome” as comunidades também com educação, também com saúde, e que as comunidades, claro que num passo gradativo, vejam essas atitudes de forma benéfica e não como uma guerra de simples substituição de poder.
Somos um país muito jovem. Temos muito o que aprender sobre democracia e gerenciamento público. Mas isso não nos impede de analisarmos nosso percurso e verificarmos onde cometemos os maiores erros ao longo de nossa curta história de colonização.
Parabenizo, de verdade, do fundo do coração, aos militares que se arriscaram em prol da restituição da ordem. (tenho entre eles alguns amigos pessoais). Eu não a teria feito.
Reconheço que muita coisa já poderia ter sido feita se houvesse vontade política. Se bem que no Brasil, a vontade política na maioria das vezes é motivada por ambição política, o que é grave e perigoso.
            Bem... sabemos o que precisamos e o que queremos: Saúde, educação, livros e escolas, mas acima de tudo: Ética, que vá do pequenino do jardim de infância até nossos deputados e senadores.

Um forte abraço.

Renato Aranha. (“é a Ordem no Caos, é a Rota Espiral”)


Ps: Deixo abaixo a Crônica da Abolição, de Machado de Assis, escrita pouco depois da abolição da Escravatura.
Quem souber ler, que leia!!!!


BONS DIAS!
Eu pertenço a uma família de profetas après coup, post factum, depois do gato morto, ou como melhor nome tenha em holandês. Por isso digo juro se necessário for, que toda a história desta lei de 13 de maio estava por mim prevista, tanto que na segunda-feira, antes mesmo dos debates, tratei de alforriar um molecote que tinha, pessoa de seus dezoito anos, mais ou menos. Alforriá-lo era nada; entendi que, perdido por mil, perdido por mil e quinhentos, e dei um jantar.
Neste jantar, a que meus amigos deram o nome de banquete, em falta de outro melhor, reuni umas cinco pessoas, conquanto as notícias dissessem trinta e três (anos de Cristo), no intuito de lhe dar um aspecto simbólico.
No golpe do meio (coupe do milieu, mas eu prefiro falar a minha língua) levantei-me eu com a taça de champanha e declarei que acompanhando as idéias pregadas por Cristo, há dezoito séculos restituía a liberdade ao meu escravo Pancrácio; que entendia a que a nação inteira devia acompanhar as mesmas idéias e imitar o meu exemplo; finalmente, que a liberdade era um dom de Deus que os homens não podiam roubar sem pecado.
Pancrácio, que estava à espreita, entrou na sala, como um furacão, e veio abraçar-me os pés. Um dos meus amigos (creio que é ainda meu sobrinho) pegou de outra taça e pediu à ilustre assembéia que correspondesse ao ato que acabava de publicar brindando ao primeiro dos cariocas. Ouvi cabisbaixo: fiz outro discurso agradecendo, e entreguei a carta ao molecote. Todos os lenços comovidos apanharam as lágrimas de admiração. Caí na cadeira e não vi mais nada. De noite, recebi muitos cartões. Creio que estão pintando o meu retrato, e suponho que a óleo.
No dia seguinte, chamei o Pancrácio e disse-lhe com rara franqueza:
— Tu és livre, podes ir para onde quiseres. Aqui tens casa amiga, já conhecida e tens mais um ordenado, um ordenado que...
— Oh! meu senhô! Fico.
— Um ordenado pequeno, mas que há de crescer. Tudo cresce neste mundo: tu cresceste imensamente. Quando nasceste eras um pirralho deste tamanho; hoje estás mais alto que eu. Deixa ver; olha, és mais alto quatro dedos...
— Artura não qué dizê nada, não, senhô...
— Pequeno ordenado, repito, uns seis mil-réis: mas é de grão em grão que a galinha enche o seu papo. Tu vales muito mais que uma galinha.
— Eu vaio um galo, sim, senhô.
— Justamente. Pois seis mil-réis. No fim de um ano, se andares bem, conta com oito. Oito ou sete.
Pancrácio aceitou tudo: aceitou até um peteleco que lhe dei no dia seguinte, por me não escovar bem as botas; efeitos da liberdade. Mas eu expliquei-lhe que o peteleco, sendo um impulso natural, não podia anular o direito civil adquirido por um título que lhe dei. Ele continuava livre, eu de mau humor; eram dois estados naturais, quase divinos.
Tudo compreendeu o meu bom Pancrácio: daí para cá, tenho-lhe despedido alguns pontapés, um ou outro puxão de orelhas, e chamo-lhe besta quando lhe não chamo filho do diabo; cousas todas que ele recebe humildemente, e (Deus me perdoe!) creio que até alegre.
O meu plano está feito; quero ser deputado, e, na circular que mandarei aos meus eleitores, direi que, antes, muito antes de abolição legal, já eu em casa, na modéstia da familia, libertava um escravo, ato que comoveu a toda a gente que dele teve notícia; que esse escravo, tendo aprendido a ler, escrever e contar, (simples suposição) é então professor de filosofia no Rio das Cobras: que os homens puros, grandes e verdadeiramente políticos, não são os que obedecem à lei, mas os que se antecipam a ela, dizendo ao escravo: és livre, antes que o digam os poderes públicos, sempre retardatários, trôpegos e incapazes de restaurar a justiça na terra, para satisfação do céu.
Boas noites.
(Machado de Assis – Maio de 1888)

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Rota Espiral - Se
Postado no Blogg de Sylvio Neto e enviado para mim por email. Muito bom.
mostrar detalhes 8 jun (1 dia atrás)
Amigos,

Não sou de fazer prenúncio de e-mail´s, pois acredito que um bom texto leva inexoravelmente a um equilíbrio na sua compreensão e interpretação, todavia a mensagem que repasso é sensacional no que tange a coerência textual, lógica e finalística sobre o tema abordado. Entendo que deve ser lido por todos e principalmente por aqueles que de forma inconsciente, compulsória e até abrupta tiveram a religião encrustada em suas entranhas e, por conseguinte, não conseguem discenir o caráter teleológico de que todo dogma religioso deve se prestar a servir:

No dia 1°/Abr/2010, o elenco do Santos atual campeão paulista de futebol foi a uma instituição que abriga trinta e quatro pessoas. O objetivo era distribuir ovos de Páscoa para crianças e adolescentes, a maioria com paralisia cerebral.

Ocorreu que boa parte dos atletas não saiu do ônibus que os levou.
Entre estes, Robinho (26a), Neymar (18a), Ganso (21a), Fábio Costa (32a), Durval (29a), Léo (24a), Marquinhos (28a) e André (19a), “ todos ídolos super-aguardados. O motivo teria sido religioso: a instituição era o Lar Espírita Mensageiros da Luz, de Santos-SP, cujo lema é Assistência à Paralisia Cerebral 

Visivelmente constrangido, o técnico Dorival Jr. tentou convencer o grupo a participar da ação de caridade.

Posteriormente, o Santos informou que os jogadores não entraram no local simplesmente porque não quiseram.

Dentro da instituição, os outros jogadores participaram da doação dos 600 ovos, entre eles, Felipe (22a), Edu Dracena (29a), Arouca (23a), Pará (24a) e Wesley (22a), que conversaram e brincaram com as crianças. 
O escritortor, conferencista e Pastor ED RENÉ KIVITZ, da Igreja Batista de Água Branca (São Paulo), fez uma análise profunda sobre o ocorrido e escreveu o texto.

NO BRASIL, FUTEBOL É RELIGIÃO
por Ed Rene Kivitz 
Os meninos da Vila pisaram na bola. Mas prefiro sair em sua defesa.
Eles não erraram sozinhos. Fizeram a cabeça deles. O mundo religioso é mestre em fazer a cabeça dos outros. Por isso, cada vez mais me convenço que o Cristianismo implica a superação da religião, e cada vez mais me dedico a pensar nas categorias da espiritualidade, em detrimento das categorias da religião.

A religião está baseada nos ritos, dogmas e credos, tabus e códigos morais de cada tradição de fé.
A espiritualidade está fundamentada nos conteúdos universais de todas e cada uma das tradições de fé.

Quando você começa a discutir quem vai para céu e quem vai para o inferno; ou se Deus é a favor ou contra à prática do homossexualismo; ou mesmo se você tem que subir uma escada de joelhos ou dar o dízimo na igreja para alcançar o favor de Deus, você está discutindo religião. Quando você começa a discutir se o correto é a reencarnação ou a ressurreição, a teoria de Darwin ou a narrativa do Gênesis, e se o livro certo é a Bíblia ou o Corão, você está discutindo religião. Quando você fica perguntando se a instituição social é espírita kardecista, evangélica, ou católica, você está discutindo religião.

O problema é que toda vez que você discute religião você afasta as pessoas umas das outras, promove o sectarismo e a
intolerância. A religião coloca de um lado os adoradores de Allá, de outro os adoradores de Yahweh, e de outro os adoradores de Jesus. Isso sem falar nos adoradores de Shiva, de Krishna e devotos do Buda, e por aí vai.
E cada grupo de adoradores deseja a extinção dos outros, ou pela conversão à sua religião, o que faz com que os outros deixem de existir enquanto outros e se tornem iguais a nós, ou pelo extermínio através do assassinato em nome de Deus, ou melhor, em nome de um deus, com d minúsculo, isto é, um ídolo que pretende se passar por Deus.

Mas, quando você concentra sua atenção e ação, sua práxis, em valores como reconciliação, perdão, misericórdia, compaixão, solidariedade, amor e caridade, você está no horizonte da espiritualidade, comum a todas as tradições religiosas. E quando você está com o coração cheio
de espiritualidade, e não de religião, você promove a justiça e a paz.
Os valores espirituais agregam pessoas, aproxima os diferentes, faz com que os discordantes no mundo das crenças se deem as mãos no mundo da busca de
superação do sofrimento humano, que a todos nós humilha e iguala, independentemente de raça, gênero, e inclusive religião.

Em síntese, quando você vive no mundo da religião, você fica no ônibus. Quando você vive no mundo da espiritualidade que a sua religião ensina ou pelo menos deveria ensinar, você desce do ônibus e dá um ovo de páscoa para uma criança que sofre a tragédia e miséria de uma paralisia mental.

Ed René Kivitz, cristão, pastor evangélico, e santista desde pequenininho
xta 18/06 às 19 h - Teatro do Sesc de São João de Meriti. www.palcomp3.com/rotaespiral

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

4ª Jornada Cultural da Baixada Fluminense

Rota Espiral no Bom Dia Rio da Rede Globo!!



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quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

domingo, 1 de novembro de 2009

Balanço dos últimos meses!


Estive afastado deste blog, não escrevi uma só letra nesses últimos dias... e hoje eis que apareço aqui para me justificar... estivemos atarefados nesse período (falo no plural pois incluo a banda toda), gravamos um single com 6 faixas, sendo duas bônus track. Na verdade este projeto saiu meio que na correria, pois nós tínhamos pela frente o Festival Proclamação, que aconteceu no último dia 18 de outubro, e queríamos levar um material de divulgação novo, por isso nos enfiamos dentro do Estúdio Geléia Musical , junto com o técnico Henrique e parimos esta gravação.... no fim deu tudo certo na gravação. Voltando ao Proclamação, que ocorreu no Teatro Odisséia, na Lapa Rio de Janeiro, também deu tudo certo... evento este organizado pela amiga Jô Rocha (Jornalista e Produtora – Cinnamon Produções), com uma proposta muito sincera de movimentar o cenário da música alternativa no Rio de Janeiro, que anda meio mal das pernas quanto a espaços e oportunidades. A apresentação do evento ficou por conta do Dom Cuervo (Os Imperdoáveis). Para nós do Rota Espiral foi bom encontrar amigos, novos amigos que estão na mesma batalha. Eu fui apresentado ao Jonny (antigo Ostheobaldo e hoje no Toa a Toa) e isso é legal, porque trocar uma idéia com um cara que eu já ouvia o som pela extinta Rádio Cidade, que nos deixou saudades. Fomos apresentados também ao Tchello, (baixo do Detonautas) e todas essas conversas sobre produção, sobre a grande ânsia do que é necessário fazer para poder botar o povão para ouvir músicas como Limpeza, Operário, Trampo, que são crônicas de nosso cotidiano... Bem estivemos lá e éramos a única banda da Baixada Fluminense e acho que fizemos bonito...Ainda tivemos o prazer de na descontração, sermos fotografados por Michael Menezes (Selo Paraíba Records e fotógrafo da Rock Press) e tantas outras coisas legais que aconteceram... com certeza esse foi o primeiro Proclamação de tantos outros que revolucionará a cena do Rio... são bandas muito competentes.
Agora estamos nos preparando para o próximo dia 21 de novembro, em que tocaremos no centro cultural da Praça da Prefeitura de São João de Meriti ,às 19 horas com abertura da banda Skip. Estaremos lá no dia 21 comercializando nosso cd single, quem comprar ainda levará o Show do teatro Odisséia em DVD... com certeza será uma grande festa tocarmos em casa. É legal saber que hoje ao tocarmos conseguimos perceber que algumas pessoas já conhecem as letras e cantam juntas conosco na mesma empolgação.... essas pessoas que se deslocam de seus lares e aparecem para nos prestigiar, devemos o nosso total agradecimento e homenagem... vocês fazem toda a diferença e vocês são também espirais desta famíla.
E aguardem ... pois vem muito mais por aí... estamos compondo e é possível que no próximo show já tenhamos música nova na parada.
Um abraço.

Obrigado.

“É a Ordem no Caos...”

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Geração da Luz é você.


Em agosto de 1989, perdíamos o artista inseparável da pessoa, Raul Seixas. Em 1989, eu estava na 8ª série do ensino fundamental e nada sabia das doidices dele, e nada sabia também de matemática, pois fazia naquele ano a mesma série pela segunda vez por causa desta ciência importante e indecifrável que sei pouco até hoje. Sabia pouco da obra do Raul, e confesso aqui, que na época, o rock nacional apresentava o seu modelo de rebeldia: Lobão. E era o que eu ouvia. Mesmo assim lembro-me de fragmentos do telejornalismo anunciando a morte do Maluco Beleza, lembro-me de sua participação no Especial do Balão Mágico para Rede Globo.
Mais tarde, um amigo comenta sobre sua letra e sua música e por simples curiosidade de descobrir por que tanta polêmica em torno de um baiano, rendo-me a sua obra. Leio sobre ele, leio sobre Crowley, leio sobre suas desavenças com os Bossa Novistas. Leio, ouço e vejo o quanto tinha de vanguarda aquele roqueiro franzino de físico e robusto de idéias. RaulSeixono-me daí por diante, mesmo tendo outros ritmos e ídolos admiráveis na música, não consigo me desvencilhar de tal postura artístico-musical. A rebeldia, o desafino e até certa inocência em algumas de suas composições fazem de Raul Seixas aquele artista que fica em um cantinho de nossa memória sendo sempre redescoberto, de tempo em tempo, de acordo com a situação. Desta forma, temos o Raul sempre vivo, sempre presente no cotidiano que, infelizmente, nada ou pouco muda. E de certo é que seria muito pior se este semeador não tivesse nos visitado e cultivado em nós sonhos e utopias antes de partir em seu disco voador.


Eu já ultrapassei a barreira do som
Fiz o que pude às vezes fora do tom
Mas a semente que eu ajudei a plantar já nasceu
Eu vou
Eu vou m'embora apostando em vocês
Meu testamento deixou minha lucidez
Vocês vão ver um mundo bem melhor que o meu
Quando algum profeta vier lhe contar
Que o nosso sol tá prestes a se apagar
Mesmo que pareça que não há mais lugar
Vocês ainda têm
Vocês ainda têm
A velocidade da luz pra alcançar
Vocês ainda têm
Vocês ainda têm
A velocidade da luz pra alcançar
Então vai lá!
Além, depois dos velhos preconceitos morais
Dos calabouços, bruxas e temporais
Onde o passado transcendeu a um reinado de paz
Vocês serão o oposto dessa estupidez
Aventurando tentar outra vez
A geração da luz é a esperança no ar
Quando algum profeta vier lhe contar
Que o nosso sol tá prestes a se apagar
Mesmo que pareça que não há mais lugar
Vocês ainda têm
Vocês ainda têm
A velocidade da luz pra alcançar
Vocês ainda têm
Vocês ainda têm
A velocidade da luz pra alcançar

(Música: Geração da Luz, álbum: Metro linha 743).

terça-feira, 28 de julho de 2009


Rota Espiral em Julho de 2009

A espiral gira!!!!

Julho de 2009 e a banda Rota Espiral comemora seu primeiro aniversário. Pois é, esta banda oriunda da Baixada Fluminense, completou o seu primeiro ano de existência, ano este de trabalho, dificuldades, não foram poucas, mas também de muito prazer. Prazer de fazer o que gosta, prazer em poder dizer o que pensa, falar sobre o que gosta. Hoje, quem se propõe a criar algum trabalho artístico, seja ele qual for, de caráter alternativo, deve estar ciente de que enfrentará gigantes dificuldades. É importante salientar também que, mesmo diante destes problemas: dificuldades financeiras, falta de democratização dos meios de comunicação em massa que só transmitem as mesmices que alienam o nosso povo. Ainda sim, fico feliz quando vejo que existem loucos que ainda tentam transformar, que ainda acreditam na revolução, ainda que seja pessoal em primeiro plano. Vislumbro esses loucos e fico maravilhado com a infinitude de loucuras de que somos capazes. Só a mim, acompanham-me mais três: Daniel Gazolla, Eliseu Alves e Celso Lacossta, formando desta forma a Banda Rota Espiral, que saiu e não tem hora para chegar e na verdade não se importa em saber o que quer, mas tem muita certeza do que não quer. Vejo o Sylvio Neto (Poeta em Belford Roxo), sua luta pela poesia, sua luta por patrocínio, sua luta pela publicação, sua luta por transformar sua arte em pão, ou em pelo menos que ela valha como ferramenta de pensar, ferramenta de transformação. Eu o conheço e sei quantas vezes ele pensa em desistir, porque eu também penso no mesmo..., mas em nossa alma há o que não se quer calar, há o não deixar para depois... há até um enfraquecimento, posto que humanos e frágeis somos, mas não há o cessar, nunca. Vejo Márcio Graffiti e Slow da BF, acreditando na palavra e nas imagens que podem revelar um Brasil que está diante de nossos narizes, mas que por muitas vezes não queremos vê-lo. Encontro, ainda no aniversário de um amigo (Bruce), uma meninada com sede de fazer música, com guitarra dissonante, bateria, percussão de maracatu em pleno Rio de Janeiro,(MOVIMENTO S.AMB.A GROOVE/ SERVIÇO AMBULANTE ALTERNATIVO) rapaziada com vontade de fundir-se, fundir-nos num Brasil que por natureza já vem de mistura. Mas que, ao contrário do que pensam, essa mistura é o que nos imprime um caráter particular de Sul Americanos, de povo de caráter, que por hora em sua ingenuidade vai se deixando levar por manipuladores, que sabemos muito bem, existem em todo canto. Fico pensando às vezes, se os ventos mudarem de direção ( que mudem!!!), e estes loucos tiverem a sua hora e sua vez, imaginem o quanto poderíamos fazer, o quanto poderíamos mudar. Não somos heróis de nada, muito pelo contrário, nem sabemos se daria certo o que pensamos, mas já sabemos que o que vivemos já não vem dando certo a muito tempo. Queremos poder dizer: é.... não deu certo! Mas com a certeza de que tivemos oportunidade. E não ter de ver sempre o que já está pronto, produzindo mais seres em série programados para ser o mesmo dos que vieram antes. Um ano de Rota Espiral, bem longe passa a ordem do caos... mas assim como tantos outros loucos, acreditando, apoiando e sendo apoiado por eles é que chegamos até aqui. A revolução é agora. Pacifismo sem passividade! Forte abraço.


Renato Aranha.